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Segundo executivo, dinheiro será investido ao longo dos próximos 4 anos.

Ele afirmou que prioridade será aplicar o dinheiro em projetos do pré-sal.

O presidente mundial da petrolífera anglo-holandesa Shell, Ben van Beurden, anunciou nesta quinta-feira (10), após uma audiência com o presidente Michel Temer no Palácio do Planalto, que a empresa vai investir US$ 10 bilhões no Brasil ao longo dos próximos quatro anos.

O executivo da petroleira explicou a jornalistas ao final do encontro com Temer que o investimento será feito, prioritariamente, em projetos associados à Petrobras na exploração do petróleo da camada do pré-sal.
A multinacional integra um consórcio formado pela Petrobras e por outras empresas para explorar o petróleo de áreas profundas.

Na noite desta quarta (9), a Câmara dos Deputados concluiu a votação do projeto de lei que muda as regras de exploração do petróleo do pré-sal. O texto já havia sido aprovado pelo Senado e agora seguirá para sanção do presidente da República.

Os congressistas puseram fim à regra que obrigava a Petrobras a ser a operadora única do pré-sal e abriram caminho para elevar a participação de outras gigantes petroleiras na produção de petróleo e gás no Brasil.

Atualmente, as empresas privadas respondem por 17,1% do óleo produzido no país, percentual que pode chegar a 30% em 10 anos, segundo associação que representa o setor.

Para o presidente mundial da petroleira, com a mudança nas regras do pré-sal o país “dá um movimento certo”. Na avaliação de Ben van Beurden, a nova lei permitirá que novas empresas entrem no mercado brasileiro e abre oportunidades para a Shell.

“Vai permitir que novos players venham ao mercado brasileiro, abrindo novas posições, inclusive, de emprego no país. [O projeto] torna o mercado ainda mais atraente para a Shell, porque não queremos ser apenas parceiros estratégicos da Petrobras, mas como operador”, declarou o executivo.

“Esses US$ 10 bilhões são prioritariamente para projetos associados à Petrobras no pré-sal brasileiro, incluindo o portfólio que adquirimos através da compra da BG e também do bloco de libra”, explicou van Beurden.

O presidente da Shell Brasil, André Araújo, investidores estrangeiros e os ministros Henrique Meirelles (Fazenda) e Fernando Bezerra (Minas e Energia) acompanharam a audiência no gabinete de Temer. O secretário do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Moreira Franco, também participou do encontro.

Investimentos nos próximos anos

Segundo o presidente da Shell Brasil, o dinheiro anunciado nesta quinta será aplicado somente em projetos já existentes, e não em novos leilões de campos de petróleo.

“São investimentos no portfólio que já existe dentro da companhia. Os que estão relacionados ao pré-sal são com base no posicionamento que temos hoje”, enfatizou Araújo.

O presidente mundial da Shell complementou que, além de avaliar participação em leilões de campos de petróleo que deverão ocorrer nos próximos dois anos, a companhia já está elaborando um plano de investimentos no Brasil para a próxima década.

“Estamos cientes de que precisamos repor nossas reservas aqui no Brasil para os anos 2020. Havendo a oportunidade, vamos olhar também a possibilidade de aprofundar nosso portfólio na área de downstream [refinamento de petróleo cru e processamento e purificação de gás natural bruto]”, destacou Ben van Beurden.